Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.

Semana 26 - Ocupada demais!

De 1 a 14 de março

Fazer “resumão” das minhas notas, que deveriam ser semanais, virou uma constante, porque tenho estado tão ocupada que atropelei tudo: os primeiros 14 dias de março foram realmente intensos...

  • Pesquisei prêmios literários e me inscrevi em três, que oferecem dinheiro, publicação e prestígio: no Prêmio Sesc de Literatura, categoria Poesia, concorro com um livro; no 1º Prêmio Internacional de Poesia, da Revista Bula, com um poema (os melhores entrarão numa antologia), e no 3º Prêmio Prata da Casa, da Casa Brasileira do Livro, com uma crônica (para antologia).
  • Li O coração de uma mulher, de Maya Angelou, o livro definido para o próximo encontro do Clube do Livro, e comecei A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barrows, que será debatido em abril. Baixei o e-book de Frankestein, de Mary Shelley, um presente do jornal Gazeta do Povo e estou lendo no computador.
  • Por causa do romance epistolar A sociedade literária e a torta... fiquei com vontade de escrever cartas, como fazíamos antigamente. Escrevi uma bem longa pra Maira (enviei por e-mail), ela adorou a ideia e prometemos manter a correspondência.
  • Concluí a revisão do livro de contos do meu amigo Marco Polo. Agora vou “passar o pente fino” antes de enviar pra ele.
  • Estou me relacionando com escritores que participam do Substack, e seguindo os escritos e orientações do meu mentor, Wellington de Melo.
  • Ampliei minha rede de conexões do Linkedin, o que exige tempo para ler as mensagens e responder. Preciso me manter presente, pra conseguir trabalhos de revisão.
  • Contratei pedreiro pra resolver problemas de infiltração e marceneiro pra refazer um guarda-roupa que se perdeu em consequência, mas a galera marca dia e hora e não aparece. Fico impedida de sair para meus compromissos e a casa está tomada de poeira, madeira, latões de tinta e impermeabilizante, etc.
  • Calor de 33 graus no Recife e uma enxurrada de muriçocas em casa! Fico exausta. Tomo várias chuveiradas por dia para conseguir trabalhar.
  • Na sexta-feira participei de visita guiada à Oficina Brennand, promovida em parceria com a Escola de Arte João Pernambuco. No teatro de lá assisti Restos de felicidade, encenação de textos de Clarice Lispector relativos ao Recife, onde ela viveu até os 15 anos.
  • Domingo assisti no Teatro Guararapes Tom Jobim Musical, biografia do maestro genial (foto: personagens de Tom Jobim a direita, Vinicius de Moraes a esquerda, e João Gilberto, criador da Bossa Nova, no centro). Fui com Nalvinha e meu sobrinho Gabriel. Depois comemos pizza na Tomazelli.

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Semana 25 - Fevereiro tem Carnaval

Resumão: De 9 a 28 de fevereiro de 2026

Meu blog ficou fora do ar, em manutenção, e volta de cara nova. Como minhas notas semanais foram atropeladas, resolvi fazer um resumo de fevereiro a partir do Carnaval, apenas editando este post, que tinha publicado no dia 16.

  • Me assumi pra valer como escritora e poeta. Estou concorrendo ao Prêmio Sesc de Literatura na categoria Poesia e ao Prêmio Prata da Casa na categoria Crônica. Finalmente comecei a confiar no meu potencial e agora ninguém me segura.

  • Fiz meu cadastro de produtora cultural. Já posso inscrever projetos no Funcultura.

  • Comecei minha gestão de síndica mandando lavar a caixa d’água do prédio, que estava imunda.Organizei a contabilidade e paguei as contas atrasadas.Está nos planos consertar o telhado, repor a fiação dos interfones, trocar a fechadura do portão e as lâmpadas da garagem.

  • O Maracatu Real da Várzea tocou na concentração do Bloco Tirando o Queijo, na Praça do Rosário (em frente a igreja), na sexta-feira de noite, e abrimos a programação do palco na Praça da Várzea, na segunda-feira, às 17h. Foi lindo (foto). Este ano fiquei somente no bairro da Várzea, que não tem o glamour do Recife Antigo nem a irreverência de Olinda, mas tem as vantagens de estar perto de casa, estacionamento à vontade e de graça,lugar pra comer e usar banheiro decente (odeio banheiro químico), e amigos pra me fazer companhia. Conheci o desfile da Burra da Várzea, dancei afoxé e maracatu, assisti uma parte do show de Lia de Itamaracá, mas voltei cedo pra casa pra todos os dias, fugindo do cansaço e do calor infernal. No domingo vi na TV o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula contando sua saga, desde a infância. A Direita tentou, mas não conseguiu impedir a apresentação.

  • Tivemos o segundo encontro do Clube do Livro, na Livraria Jardim, que foi muito bom apesar da ausência de três colaboradores que tiveram gripe.O próximo livro a ser debatido será "O coração de uma mulher, de Maya Angelou. Comecei a ler e na primeira linha já fiquei fascinada.

  • Assisti a quarta temporada de Bridgerton no Netflix.

  • Fiz um curso online de francês, de uma semana, com Paul Cabannes, mas resolvi me dedicar ao francês no Duolingo. O aprendizado é lento mas é grátis, né. Faço diariamente, alternando com o inglês. Leio nas duas línguas, mas não tenho nível suficiente para manter uma conversação.

maracatu real da várzea

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Semana 24 - Chama a síndica, tem baile

De 2 a 8 de fevereiro de 2026

  • Depois de muita chateação e cobranças a ex-síndica finalmente me passou o saldo de caixa e os comprovantes de pagamento das contas de água e luz, que eu vinha pedindo desde novembro de 2025, pois havia ameaças de corte. Agora que a criatura cumpriu o devido e tem saldo vou botar ordem na bagunça: lavar a caixa dágua (tá imunda), consertar os interfones, trocar a fechadura do portão, repor as cerâmicas do hall, entre outras coisas.
  • Começou o ano letivo da Escola de Arte João Pernambuco, com as boas-vindas aos novos alunos. Foi bem divertido, principalmente uma sessão de terapia do riso. Estou na turma de Canto Coral, toda terça-feira de tarde.
  • Foi sensacional o primeiro Baile das Artes, no Clube das Pás, que homenageou os trinta anos do filme O Baile Perfumado. Dancei frevo, samba, funk e o escambau. Fazia tempo que não ia pra uma festa e me joguei pra valer, me diverti muito (foto).
  • O último ensaio do Maracatu Real da Várzea antes do Carnaval foi com todo mundo de fantasia. Muito bom, o batuque tá empolgante.

Com meu irmão, ator Jomeri Pontes, no Baile das Artes

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Semana 23 – Tristeza x Alegria

De 26 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026

  • Semaninha difícil essa, que misturou tristeza e alegria em doses quase iguais! Começou com o aniversário de 13 anos do meu neto cachorro, Astro, e apenas dois dias depois com a morte dele, vítima de um câncer devastador de pulmão. Conversei muito com Maíra, que está vivendo o luto, tentando animá-la.
  • Tive uma trabalheira miserável, para limpar o texto de um livro de contos dos inúmeros defeitos colocados por uma OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres). Finalmente consegui e agora vou começar a revisar. Ainda terei que reescrever vários parágrafos que estão simplesmente ilegíveis.
  • Calor de 31 graus no Recife. Teve dia em que entrei quatro vezes no chuveiro pra me refrescar, e enquanto a gente se enxuga já está suando de novo!
  • Por fim uma alegria: a semana terminou com apresentação do Maracatu Real da Várzea no palco da Praça do Arsenal, no Recife Antigo, integrando a programação de Carnaval da Prefeitura do Recife. Foi lindo (foto), a gente arrasou no batuque.

Maracatu Real da Várzea no palco da Praça do Arsenal, no Recife Antigo

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Adeus, Astro

Astro morreu. Meu lindo neto cachorro morreu na quarta-feira, dia 28, apenas dois dias depois de ter completado 13 anos (equivalente a 88 em idade de humanos). Ele tinha problemas decorrentes da velhice, como artrose, dificuldade de se levantar, lentidão, um princípio de surdez... já sabíamos que não passaria deste ano, pois a raça dele, Golden Retriever, vive no máximo 12 anos, mas ninguém imaginava que o fim chegaria da forma repentina que chegou.

No comecinho de setembro, quando estava passando férias em Valência, levamos os dois cachorros - Astro e Luna - ao veterinário, para exames de rotina, e ambos estavam muito bem. Maira contou que em dezembro ele começou a tossir. Às vezes chorava de noite, o que poderia ser devido à artrose. Mas ultimamente a barriga ficou inchada e foi preciso levar ao veterinário para exames mais apurados. Não deu outra: um câncer devastador de pulmão, com um tumor tão grande que estava pressionando o coração, expulsando um liquido infeccioso que estava invadindo os órgãos. Morrer seria uma questão de dias ou horas, e o sofrimento dele iria aumentar muito.

A eutanásia foi realizada. Maira e Jaanus, meu genro, voltaram arrasados para casa. Tenho conversado bastante com Maira, pois a vida segue e é preciso tocar o barco. Está sendo difícil para eles porque foram 13 anos de convivência, a presença de Astro está impregnada em todos os cantos da casa. Até para mim, que só convivia com ele nas férias, dá saudade. Sei que vou sentir muito a falta dele quando voltar a Valência e não pudermos mais colher figos (nós comíamos vários), nem brincar fingindo que tomava seu brinquedo preferido, um velho e amassado hamburguer de pano.

Adeus, meu neto lindo.

eu e Astro tomando sol no jardim escolhendo os figos que íamos comer

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Semana 22 - Haja paciência!

De 19 a 25 de janeiro de 2026

  • Comecei a semana recebendo a síndica do condomínio, que veio me passar o cargo. Passou o cargo, mas não o saldo de caixa, quase cinco mil reais, nem os comprovantes pagos das contas recentes de água e luz, que ela jura que estão quitadas apesar das ameaças de corte de água. Como nosso prédio não tem CNPJ, diz ela que depositava o dinheiro na conta pessoal, por isso não tem como dispor do montante e vai pagar em parcelas!!! Ou seja, me tornei síndica sem nenhum tostão. A criatura pediu prazo para pagar a primeira parcela, 31 deste mês, e eu já me informei: se não pagar posso fazer um boletim de ocorrência por apropriação indébita.
  • Meu querido amigo Marco Polo é meio desleixado, perde coisas e há meses precisa consertar o computador. Ele me passou apenas impresso o texto do seu novo livro, para digitalizar e revisar. Então tive de escanear e fazer uma OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres), depois converter o PDF em Word. Essa solução é problemática porque a OCR coloca defeitos no texto, como trocar letras, incluir números e figuras no meio da palavra, sumir com partes do texto, entre outros. Por isso tenho de “limpar” o texto e reescrever parágrafos ou mesmo capítulos inteiros. Trabalhão.
  • Estou lendo As intermitências da morte, de José Saramago. Entre as melhores sacadas do escritor, que utiliza o humor de forma genial, está o conceito de soberania nacional... da máphia (com ph para diferenciar da máfia tradicional, embora se utilize dos mesmos métodos de persuasão...).
  • Nosso Clube do Livro conta agora com cinco mulheres e dois homens. Estamos crescendo com ótimas aquisições de leitores.
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Descobri que sou quase NOLT

Descobri que me enquadro com restrições na categoria de NOLT, a sigla que identifica os “novos velhos”: New Older Living Trend, em inglês, algo como a nova tendência de vida da turma acima dos 60 anos, que não mais se conforma em ser meros aposentados que "já deram o que tinham de dar” e agora vão, enfim, poder “descansar”. Nada disso.

Para uma boa parcela dos idosos a idade não limita as ambições de conhecimento, diversão, vida social, aprendizado, aventura... Os verdadeiros Nolts viajam, saem para dançar, vão à praia, namoram, malham...enfim, têm uma vida ativa, longe do estereótipo dos avós de antigamente, dos quais se esperava apenas que se dedicassem aos netos, à religião e às idas ao médico. Agora, as redes sociais ajudam a interagir e as limitações físicas, que naturalmente se impõem com a idade, são adiadas ou dribladas com ajuda de exercícios e caminhadas, e as academias de ginástica têm uma clientela sênior cada vez maior.

Eu quase posso ser definida como Nolt. Vejamos: fisicamente sou ativa, pois cuido sozinha da minha casa, lavo as roupas, cozinho, costuro para mim e minhas irmãs, vou ao mercado e tenho força para carregar as sacolas de compras (meu prédio não tem elevador e eu moro no primeiro andar), dirijo, toco alfaia e agbê aos sábados no Maracatu Real da Várzea, cuido da gatinha Coisa Linda, e faço trabalho voluntário cozinhando para comunidades com o pessoal do Movimento de Cozinha Popular nas quintas-feiras a tarde (foto). Mesmo assim, me considero sedentária por não fazer exercícios e passar sentada boa parte do dia; preciso voltar a me exercitar para o corpo acompanhar o mesmo ritmo do intelecto que, este sim anda muito bem obrigada.

Intelectualmente sou produtiva: fundei um clube de leitura, que se reúne uma vez ao mês; estou preparando meu primeiro livro de poesias; pesquiso e experimento receitas diet; estudo inglês pelo Duolingo; vejo filmes e séries (assino a Netflix); viajo para visitar minha filha na Europa; sou síndica do meu prédio por isso preparo planilhas de prestação de contas usando o Excel; me divirto jogando no tablet; leio em inglês e espanhol e arranho o francês...ou seja, só não sou uma Nolt verdadeira porque tem uma grande lacuna nesse caminho, além da preguiça de fazer exercícios: não sei fazer amigos e sou do tipo introspectiva, por isso me falta companhia para sair.

Tenho ido sozinha ao teatro, cinema, feiras de artesanato, shoppings e exposições, quando venço a preguiça de sair de casa, enfrentar o trânsito e procurar onde estacionar. Tenho tendência à solitude, que é gostar de estar só. Mas é chato não ter com quem conversar quando quero ir a um bar, um show ou sair pra dançar, o que então se transforma em solidão. Depois que morreu a amiga que mais inventava programas pra gente se divertir, somente minha irmã Nalvinha me acompanha, mas nem sempre. Ao longo dos anos as pessoas foram se afastando, e agora me restam pouquíssimas amigas, que encontro esporadicamente. Por isso que sou Nolt, mas nem tanto.

cozinhando com o Movimento de Cozinhas Populares

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Semana 21 - Botando o bloco na rua

De 12 a 18 de janeiro de 2026

  • Contratei o editor Wellington de Melo para a mentoria do meu primeiro livro de poesia: revisar, editar, aconselhar, tirar dúvidas, indicar prêmios de textos inéditos, indicar editoras, acompanhar até a publicação. Depois que ele fez uma leitura crítica e encontrou qualidade na minha produção, finalmente me sinto segura para botar o bloco na rua: É hora de mostrar ao mundo os meus escritos.
  • Comecei a primeira leitura do nosso Clube do Livro: As intermitências da morte, de José Saramago. Fantástico, escrito com muito humor, nele Saramago aborda (como fez em Ensaio sobre a cegueira), como a repentina mudança de um sistema estabelecido gera o caos social. No caso, o que se passaria se, de repente, ninguém mais morresse? Mostra que a morte é necessária para manter o equilíbrio da vida.
  • Tive uma ótima reunião com meu amigo Marco Polo, músico e escritor. Trocamos figurinhas sobre nossos escritos e ele me contratou para digitalizar, revisar e dar sugestões para o novo livro de contos dele.
  • Comprei ingresso para a peça Noite, no Janeiro de Grandes Espetáculos, mas na hora H preferi jantar na casa de meus irmãos, Ethinha e Ciel, onde passei a tarde. Por essas e outras não gosto do esquema de compra de ingressos com antecedência.
  • Começamos os ensaios do Maracatu Real da Várzea visando o Carnaval. Repertório novo e batuque poderoso. Gosto de tocar (alfaia, ganzá e agbê) , de cantar e de dançar, mas confesso que me atrapalha fazer as três coisas ao mesmo tempo, porque nunca fui boa com coreografias. Mas estou me esforçando.
  • Estou me sentindo um gênio da costura doméstica: consertei um edredon e fiz duas fronhas (foto) e dois pegadores de panela para minha irmã Nalvinha. Ficaram lindos.

fronha estampada que fiz para travesseiro pequeno

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Semana 20 - Todos os dias são úteis

De 5 a 11 de janeiro

  • O conceito de “dia útil” está ligado ao trabalho e a oferta de serviços públicos, mas para mim é quando faço coisas necessárias. No primeiro dia útil de 2026 (segunda-feira, 5), fiz faxina, lavei roupas, costurei, li notícias, atualizei este blog, editei poemas, fiz compras no mercado, vi um filme na Netflix, e li poemas antigos de José Rodrigues de Paiva. Dia super útil!
  • Virou tradição na Várzea a Queima da Lapinha do Pastoril das Meninas Encantadas, marcando o encerramento do ciclo natalino (foto). Teve apresentações de Dança Circular e das hilárias Velhas do Pastoril. Ao mesmo tempo começou o ciclo do carnaval, com orquestra de frevo. Fui com minha irmã Nalvinha e meu sobrinho Gabriel.
  • Importante começar o ano cuidando da saúde física e mental, por isso estou marcando consultas com meus médicos e com o dentista.
  • Comprei ingressos para várias peças do Janeiro de Grandes Espetáculos. A primeira foi a apresentação teatral de Memórias Póstumas de Brás Cubas, texto de Machado de Assis, com o fantástico ator Marcos Damigo, que ganhou o prêmio APCA em 2025, no papel do defunto egoista e amoral, em monólogo cheio de humor. O Teatro do Parque estava lotadíssimo. Aplausos super merecidos.
  • Finalmente começamos o Clube do Livro. Depois de muitos desacertos por conta de agenda, nos reunimos no dia 10 na Livraria Jardim, que tem uma ótima estrutura: bons lançamentos literários, estacionamento e o Café Celeste. Definimos o funcionamento do clube, listamos sugestões de leitura, marcamos o próximo encontro para 7 de fevereiro e escolhemos As intermitência da morte, de José Saramago, para ser a nossa primeira leitura.
  • Comecei a consertar roupas de Nalvinha, que não sabe sequer pregar um botão. O primeiro foi um vestido indiano, que precisava encurtar a barra e refazer o bordado de lantejoulas.

queima da Lapinha em frente a Igreja da Várzea

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Fundamos o Clube do Livro

Finalmente foi fundado o Clube do Livro que eu tanto queria. Depois de muita dificuldade para conciliar as agendas nos reunimos na Livraria Jardim, na Av. Manoel Borba, eu, minha irmã Nalvinha e minha querida amiga Danielle Romani. O encontro durou das 10h ao meio dia e de tão empolgadas simplesmente esquecemos de fazer a foto da reunião, que ilustraria este post! Para compensar, estou postando a capa do livro escolhido para a primeira leitura do grupo: As intermitências da morte, de José Saramago, e a logo de capa do grupo no whatsapp.

As outras integrantes, que justificaram a ausência , são a web designer Célia Lins, funcionária da Cepe Editora, e a jornalista Ângela Lacerda, que durante muitos anos foi repórter do jornal O Estado de São Paulo, o Estadão, e agora dedica-se à área holística.

A primeira reunião foi bastante proveitosa: definimos que o clube está aberto à participação masculina (já convidei dois amigos que gostam de ler); os encontros ocorrerão no primeiro sábado do mês (o próximo será no dia 7 de fevereiro); ao final de cada encontro definiremos a data do seguinte, considerando os feriados e agendas pessoais, mantendo a distância de 30 dias, suficiente para a leitura; cada participante apresentou uma lista de sugestões de leitura e definimos que a cada mês será escolhido um livro da lista de cada pessoa.

Por unanimidade foi definido que o primeiro livro a ser lido é As intermitências da morte, de José Saramago (foto), indicado por Danielle Romani para discussão em fevereiro; o segundo, indicado por Nalvinha, é A sociedade literária da torta da casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Anne Barraws, para debate no encontro de março; e o terceiro, indicado por mim, é O adversário, de Emmanuel Carrère, para debate em abril. No encontro de fevereiro definiremos outras leituras extraindo os títulos das sugestões das integrantes que comparecerem à reunião.

De cara uma conquista do nosso clube foi obter desconto na compra dos livros na Livraria Jardim, e a promessa de reserva de um espaço tranquilo no Café Celeste , que fica dento da livraria, sempre que nossas reuniões coincidirem com outros eventos.

capa do primeiro livro logo do cube do livro no whatsapp

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Astro no calendário de mesa

Meu lindo neto cachorro, Astro, é o tema do calendário de mesa (foto) presenteado pela minha filha Maíra. Astro é um Golden Retriver de 12 anos, portanto tem uma fotografia para cada mês de 2026. Ajudei a selecionar as imagens que o representam, desde quando foi adotado, ainda bebezinho, em Estocolmo, onde curtia rolar na neve e nadar nos lagos, até agora, vivendo em Valência, na Espanha, onde procura fugir do calor e ama caminhar na floresta.

Para este post reuni apenas algumas das fotos do calendário.

fotos de Astro no meu calendário de mesa

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Semana 19 - Feliz Ano Novo

De 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026

  • Dezembro passou “voando”. Final do ano é sempre meio atropelado, com pouca distância entre o Natal, meu aniversário e o reveión...Passei a virada do ano em Olinda, no apartamento do meu irmão, e fomos até a praia, entre Bairro Novo e Casa Caiada (foto) para ver a queima de fogos, que durou cerca de 20 minutos. Depois voltamos para a ceia. Repetimos o mesmo esquema do Natal: dormir no ap. do meu irmão e passar juntos o feriado do primeiro dia do novo ano. Teve cantoria, comilança e jogos de tabuleiro. É sempre muito bom quando a gente se reúne.
  • Meus irmãos, Ethinha e Jaciel, se hospedaram em minha casa nas semanas do Natal e do Ano Novo. Brinco com eles que tenho uma pousada “all inclusive”, com salão de jogos e cachoeira (um chuveirão maravilhoso), sempre aberta para a família. Na sexta-feira, 2 de janeiro, fomos passear no Parque das Graças, que está com uma decoração natalina muito bonita, reproduzindo notas musicais. Jantamos no ap. de minha irmã Nalva e meu sobrinho Gabriel, no bairro da Torre.
  • Aceitei consertar várias roupas de minha irmã Nalvinha: vestidos, colchas e fronhas. Ela não tem nenhum talento pra costura, sequer pregar um botão.
  • Mais uma vez tive de adiar a abertura do Clube do Livro, porque as participantes tinham planos de viagem. Dessa vez marcamos para o sábado, dia 10.
  • Na sexta-feira fiz a besteira de jogar no tablet até 1h da manhã, então passei o sábado feito um zumbi, bêbada de sono. Por isso não tive energia para ir ao primeiro ensaio do ano do Maracatu Real da Várzea, que comemorou os aniversários de dezembro (o meu, inclusive). Todos foram de branco e o batuque foi poderoso. Mea culpa, mea culpa...na minha lista de resoluções, para cumprir em 2026, inclui dormir mais cedo e não perder tanto tempo jogando no tablet ou seguindo as redes sociais.

reveillón na praia com meus irmãos e cunhada

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Sobre a Escola de Arte João Pernambuco

Em 2025 me tornei aluna da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, localizada na Várzea. Estou no grupo de canto coral (foto) dirigido pelo professor Marcos Jardim. Eu conhecia a escola há quase 30 anos, mas como o trabalho me tomava o dia inteiro só agora pude frequentar as aulas. A maioria dos alunos de canto coral são aposentados, como eu, autônomos ou estudantes que dispõem de um expediente livre.

A escola tem o Teatro Águas do Capibaribe, que é bem equipado, inclusive com piano de calda; salas amplas, bancos no jardim e área para confraternizações, com mesas e cadeiras, onde é servido lanche no intervalo das aulas. Oferece cursos e oficinas, totalmente gratuitos, de Canto Coral (prática de canto e teoria musical); Artes Visuais (Desenho, Pintura e outras expressões); Dança (modalidades Dança Brasileira e Dança Contemporânea), Música (instrumentação e canto, como piano, voz e violão, flauta, pandeiro); e Teatro (formação completa, dos níveis básico ao avançado, incluindo técnicas vocais e corporais, teoria e história do teatro). As matrículas são realizadas em janeiro e julho.

No final de 2025 os alunos de todos os cursos fizeram mostras coletivas, encerrando com chave de ouro o ano letivo da escola. Os últimos a se apresentarem foram os grupos de teatro, com excelentes encenações de Tybira – Uma tragédia indígena brasileira; Os fuzis da Senhora Karrar, e O brega de Romeu e Julieta.

A peça Tybira – Uma tragédia indígena brasileira, escrita por Juão Nyn e falada em grande parte em tupi-potyguara, é uma ficção que conta a história de um indígena tupinambá, primeira vítima de LGBTfobia no Brasil, morto por soldados franceses em São Luís do Maranhão. Já Os fuzis da Senhora Karrar, escrito por Bertold Brechet, é um clássico da dramaturgia mundial, que trata da luta dos povos em defesa da democracia, tendo como cenário a guerra civil na Espanha dominada por Franco. O brega de Romeu e Julieta, hilária releitura da história de amor escrita por Shakespeare, encenada pelo grupo Entre nós no teatro e dirigida por João Pinheiro, foi apresentada na Praça do Rosário, em frente a igreja da Várzea, atraindo grande público.

eu no centro do meu grupo, em apresentação de canto coral

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Em 2026 com os dois pés na poesia

Em 2025 me assumi poeta, e entro 2026 com os dois pés na poesia. Enquanto espero a virada do ano, sigo as leituras poéticas proporcionadas por Antônio Fagundes, que todos os domingos nos brinda com um poema, em seu canal no Instagram. O mais recente é um poema de Rupi Kaur, com que me identifiquei muito, por isso postei no Facebook e também reproduzo aqui:

"O ano acaba.
Espalho os últimos 365 dias na minha frente, no tapete da sala de casa.
Esse aqui é o mês em que decidi largar tudo que não influenciasse profundamente os meus sonhos.
O dia em que me recusei a ser a vítima.
Esta é a semana em que dormi na grama.
Na primavera eu torci o pescoço da insegurança, deixei a sua gentileza de lado, derrubei o calendário.
Aqui a semana em que dancei com tanta empolgação que meu coração aprendeu a flutuar de novo.
O verão em que tirei todos os espelhos da parede, eu não precisava mais me ver para me sentir vista.
Tirei o peso do meu cabelo com o pente.
Dobro os dias bons e ponho todos no bolso de trás da calça, só por segurança.
Acendo um fósforo, queimo tudo que seja supérfluo, o calor do fogo aquece meus dedos do pé.
Pego um copo de água morna pra me limpar inteira pra janeiro.
Estou chegando, mais forte e mais inteligente para o novo".

-- Mariza Pontes

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Semana 18 - Então, é Natal

De 22 a 28 de dezembro

  • Natal na minha família é assim: ceia na casa de um dos parentes; ficar para dormir, porque todos adoram tomar o café da manhã do dia 25 e ajudar a acabar com as sobras da ceia, no almoço; conversas, brincadeiras e jogos de cartas e dominó a tarde toda; e jantar o que restou, principalmente se ainda tiver queijo do reino. No Ano Novo se repete o esquema. Este ano o Natal foi comemorado no apartamento do meu irmão, em Olinda (foto).
  • Comemorei meu aniversário de 74 anos na pizzaria Tomazelli, minha preferida, junto com irmãos, cunhada e sobrinhos.
  • Assisti a primeira Cantata de Natal da Escola de Artes João Pernambuco, no encerramento do ano letivo da escola, reunindo alunos de canto e de instrumentação.
  • A direita fechando 2025 com exemplos de burrice explícita: ressuscitou um rock composto há 40 anos pelo grupo Garotos Podres, que pouca gente conhecia, e agora todo mundo canta “Papai Noel fdp, seu porco capitalista”...De quebra criou polêmica com um comercial das sandálias Havaianas que só serviu pra alavancar as vendas. Bem feito!
  • Finalmente pude conversar com o editor Wellington de Melo, que considerou minhas poesias boas para publicação e me deu várias dicas para edição de dois livros...

Natal em família, na casa do meu irmão em Olinda

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