Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.

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Semana 25 - Fevereiro tem Carnaval

Resumão: De 9 a 28 de fevereiro de 2026

Meu blog ficou fora do ar, em manutenção, e volta de cara nova. Como minhas notas semanais foram atropeladas, resolvi fazer um resumo de fevereiro a partir do Carnaval, apenas editando este post, que tinha publicado no dia 16.

  • Me assumi pra valer como escritora e poeta. Estou concorrendo ao Prêmio Sesc de Literatura na categoria Poesia e ao Prêmio Prata da Casa na categoria Crônica. Finalmente comecei a confiar no meu potencial e agora ninguém me segura.

  • Fiz meu cadastro de produtora cultural. Já posso inscrever projetos no Funcultura.

  • Comecei minha gestão de síndica mandando lavar a caixa d’água do prédio, que estava imunda.Organizei a contabilidade e paguei as contas atrasadas.Está nos planos consertar o telhado, repor a fiação dos interfones, trocar a fechadura do portão e as lâmpadas da garagem.

  • O Maracatu Real da Várzea tocou na concentração do Bloco Tirando o Queijo, na Praça do Rosário (em frente a igreja), na sexta-feira de noite, e abrimos a programação do palco na Praça da Várzea, na segunda-feira, às 17h. Foi lindo (foto). Este ano fiquei somente no bairro da Várzea, que não tem o glamour do Recife Antigo nem a irreverência de Olinda, mas tem as vantagens de estar perto de casa, estacionamento à vontade e de graça,lugar pra comer e usar banheiro decente (odeio banheiro químico), e amigos pra me fazer companhia. Conheci o desfile da Burra da Várzea, dancei afoxé e maracatu, assisti uma parte do show de Lia de Itamaracá, mas voltei cedo pra casa pra todos os dias, fugindo do cansaço e do calor infernal. No domingo vi na TV o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula contando sua saga, desde a infância. A Direita tentou, mas não conseguiu impedir a apresentação.

  • Tivemos o segundo encontro do Clube do Livro, na Livraria Jardim, que foi muito bom apesar da ausência de três colaboradores que tiveram gripe.O próximo livro a ser debatido será "O coração de uma mulher, de Maya Angelou. Comecei a ler e na primeira linha já fiquei fascinada.

  • Assisti a quarta temporada de Bridgerton no Netflix.

  • Fiz um curso online de francês, de uma semana, com Paul Cabannes, mas resolvi me dedicar ao francês no Duolingo. O aprendizado é lento mas é grátis, né. Faço diariamente, alternando com o inglês. Leio nas duas línguas, mas não tenho nível suficiente para manter uma conversação.

maracatu real da várzea

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Mímica e app de tradução

A sogra de minha filha virou minha amiga, apesar da barreira quase intransponível da língua: ela só fala sueco. Eu me viro bem no espanhol (ou portunhol, como queiram) e um tantinho no inglês, mas não o suficiente para manter uma conversação.

Eu a tinha visto apenas em duas ocasiões: quando passei férias em Estocolmo, em 2012, fizemos uma visita rápida à casa dela; e em 2015 jantamos em um restaurante. Nas duas ocasiões minha filha traduziu todas as falas. Mas agora ficamos juntas por mais de 30 dias, em Valência, e traduzir o tempo todo se tornaria exaustivo para minha filha. Tentei solucionar o problema apelando para o modo de conversação do Google Tradutor. O app funcionou em parte. Às vezes, uma de nós dizia uma frase e só uma parte era traduzida. Outras vezes, com bastante frequência, a tradução estava completamente errada, de forma incrivelmente ridícula. A gente começava a rir e o aplicativo simplesmente transcrevia a risada e a repetia em voz alta: "HA HA HA". Aí a gente ria ainda mais, e o app enlouquecia, repetindo "HA HA HA HA HA HA" centenas de vezes. Resultado: nem nós nem o robô conseguíamos parar de rir. Por causa disso desistimos do tradutor e passamos a nos comunicar pelo velho e universal método da mímica, com longos silêncios e muitos brindes na piscina, durante outubro, quando o calor estava beirando os 30 graus. Só durante as refeições, com a participação da minha filha e meu genro, havia tradução português-sueco-português.

Tentei convencê-la a estudar inglês, para ter o mínimo de chance de podermos trocar algumas palavras, e parece que ela está usando o Duolingo. Apesar de tudo, durante essa temporada tivemos muitos momento divertidos, principalmente quando o vinho ajudava a quebrar a barreira da linguagem, e é provável que a gente se encontre de novo para comemorar juntas nosso aniversário de 75 anos, em 2026.

eu e minha amiga sueca

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Semana 11 - Recife, óia eu aqui de novo

De 3 a 9 de novembro:

  • Estou de volta ao Recife. Sai do hotel em Madri às 7h da manhã: frio de 6 graus e ainda escuro. Embarquei às 10h40 (horário de inverno, são 4 horas a mais que no Brasil) e após 8h de um voo super cansativo cheguei no Recife às 15h, onde fui recebida pelos irmãos e irmãs e os 29 graus habituais de calor.
  • Encontrei a casa arrumada, mas tive de botar tudo do meu jeito com uma faxina caprichada, e lavar todas as roupas para tirar o cheiro de guardado de três meses de ausência. Paguei as contas, marquei o dentista e a manicure, e fui buscar meu carro, que ficou guardado na casa de minha irmã, onde tem mais segurança do que no meu prédio.
  • Depois de três meses de Europa o paladar fica “gourmetizado”, né. Resultado: me danei a comprar cogumelos frescos, morangos congelados, salmão, vinho italiano, queijos chics, mexilhão e o escambau. Tudo caro pra dedéu...Pra dar uma equilibrada aterrizei no feijão verde com calabresa, cuscuz, farofa, charque, queijo coalho e todas as gostosuras nordestinas.
  • O primeiro encontro do Clube do Livro , que seria no dia 8, foi pro beleléu: uma pessoa teve de operar o joelho, outra teve de dar aula, outra viajou a trabalho, e outra não confirmou presença. Adiamos.
  • Assisti a série “Animal”, na Netflix, sobre um veterinário do campo totalmente endividado, que acaba trabalhando numa clinica urbana cheia de frescuras, onde tem inúmeras dificuldades de adaptação.
  • Bati minha meta de 550 dias seguidos de estudo de inglês pelo Duolingo. A próxima é alcançar os 700 dias.
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Beware the Past - crime em inglês

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Yes, acabei de ler no kindle “Beware the past”, uma trama de crimes arrepiantes. Meu inglês é fuleiro, mas consegui. Foi demorado e difícil porque prefiro os livros impressos e só leio no kindle quando viajo, pela praticidade e economia de espaço, e como não tenho vocabulário suficiente em inglês, mesmo compreendendo o contexto geral tive de pesquisar o significado das palavras mais difíceis.

Demorei também porque “Beware the past” tem muitos detalhes desnecessários. Aliás, a prolixidade é um defeito comum em inúmeros autores, que se perdem em divagações, geralmente aborrecidas. Também questiono o perfil do personagem principal, o inspetor policial Mathew Ballard, atormentado pelo passado, que parece ter dificuldade de tomar decisões e está sempre à beira das lágrimas.

A autora, Joy Ellis, é um sucesso no Reino Unido com suas histórias de crime. Ela já publicou mais de 25 livros, incluindo uma série com o mesmo personagem. Ainda não sei se terei ânimo de ler algum... talvez valha a pena para melhorar meu vocabulário em inglês... sei lá.

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Semana 1 - Impressora de fotos

De 1 a 7 de setembro:

  • Comprei de presente de aniversário para minha filha uma mini impressora Fuji Instax Wide (foto) um álbum para 80 fotos e papel para impressão. Ela amou. Já selecionamos várias fotos para imprimir.
  • Fiz um bolo diet de maçã, com aveia, uva-passa e canela: sucesso total.
  • Resolvi abandonar a manicure e fazer as unhas eu mesma. Ficou quase bom!
  • Caminhamos todos os dias com os cachorros.
  • Assistimos a temporada 2 de “Wednesday” (Wandinha).
  • Estudar inglês pelo Duolingo está dando resultado: já sei pedir comida em restaurante, me oferecer para pagar a conta, dizer que não tem o prato desejado.
  • A balança mostrou que perdi dois quilos desde que cheguei em Valência: estou com 61,6kg, resultado das caminhadas e dieta equilibrada.
  • Podei mais uma parte das plantas do jardim.
  • Fizemos hamburguer de falafel, ficou muitooooo bom.
  • Encontramos dois amigos brasileiros no Mercado de la Imprenta, depois comemos no Italiamos. Comida deliciosa. Bebemos bastante, porque fomos de metrô.
  • Cozinhamos uma lasanha fantástica, com ragu de soja, molho bechamel e muito queijo. Minha filha faz a carne de soja ficar deliciosa!
  • Finalmente minha filha usou o colar e brincos que eu trouxe de presente. Reclamou que não são do estilo dela, que é beeeem minimalista, mas ficou muito linda.
  • Customizei meu pijama rosa.
  • Fizemos raclete no jardim e tomamos vinho apreciando a lua cheia. Mas no domingo choveu e não deu pra ver a "lua de sangue".
  • Escrevi vários poemas nesta semana.

entregando o presente da minha filha, uma mini impressora

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Resumão de Agosto

Às vezes esquecemos detalhes dos acontecimentos porque não temos nenhum registro que nos faça lembrar. Podem ser acontecimentos simples, sem relevância suficiente para merecer um post, mas que de alguma forma enriquecem a vida da gente. Por isso, resolvi listar o que me acontece a cada semana, atualizando na segunda-feira. Pra começar faço um resumão das coisas de Agosto, a partir da minha chegada em Valência, no dia 11.

  • Sai do Recife no dia 10, em voo da Azul. Gostei da organização do embarque mas detestei a comida. Tinha muita gente bonita no voo, homens e mulheres.
  • Cheguei em Madri às 8h10. Depois da imensa fila da imigração encontrei minha filha e meu genro e fomos de carro almoçar em Cuenca, que fica a 200km de Valência, onde eles moram.
  • Conhecemos duas cidades medievais vizinhas, lindas: Mora de Rubielos e Rubielos de Mora, em Teruel. Na primeira visitamos o castelo e almoçamos o “menu del dia”. Tava um calor de 38 graus!
  • Visitamos a cidade medieval de Morella, em Castellón, muito linda, onde tivemos a sorte de encontrar um festival, que só acontece a cada seis anos. Tinha bonecos gigantes e bandinha de música desfilando. Compramos uns queijos curados com trufas negras, fantásticos.
  • Assistimos na TV “Nonnas”, um filme baseado em fatos reais, onde avós italianas cozinham pratos de dar água na boca.
  • Assistimos “Sing Stret”, sobre jovens de um lugar sem perspectivas, que formam uma banda.
  • Fomos ao bairro de Patraix, onde conheci o “Almuerzo Valenciano”, um sanduichão que substitui o café da manhã e o almoço.
  • Visitamos o "Mercado de la Imprenta", também no bairro de Patraix, onde funcionou uma impressora criada por José Vila em 1908, que agora é um mercado gastronômico.
  • Comi macarrão feito na máquina maravilhosa que minha filha e meu genro compraram, que faz vários tipos de massa: espaguete, cabelo de anjo, lasanha, tagliatelli e outros.
  • Caminhamos quase todos os dias com os cachorros, de manhã e de tarde, pela floresta.
  • Experimentei vários pratos veganos: molho à bolonhesa, galinha falsa (igualzinha) e hamburguer, tudo feito de soja, além de hamburguer de proteína de ervilha, de seitan, de brócolis, etc.
  • Também comi vários pratos com cogumelos frescos, de tipos variados, que não se encontram no Recife. Uma delícia a pizza.
  • Voltei a ler no kindle, embora prefira os livros impressos, mas é mais prático quando a gente viaja. Estou lendo “Beware the past”. Meu inglês é fajuto mas dá pra entender todo o contexto.
  • Estou estudando inglês diariamente pelo Duolingo. Minha meta é poder ver filmes no idioma original, sem legendas.
  • Assistimos muitos episódios da série espanhola "First Dates", em que casais tentam encontrar o amor.
  • Vi vários episódios da série "Chef’s Table", sobre grandes chefs do mundo. Um deles é o brasileiro Alex Atala.
  • Assistimos uma série muito boa de crime e suspense: "Dept. Q"
  • Visitamos a Igreja de São Nicolau e São Pedro Mártir, conhecida como Capela Sistina de Valência, onde havia um espetáculo de luz e som.
  • Cozinhamos geleia de figo, com açúcar e com adoçante, com os figos colhidos no quintal da casa.
  • Apesar do calor, resolvemos comer raclete no jardim de casa, olhando as estrelas.
  • Fiquei de porre dividindo três garrafas de vinho e mais de meia garrafa de Bailey’s.
  • Podei uma parte das plantas do jardim de casa.
  • Eu vi o gênio Leonardo da Vinci na fantástica exposição dos 500 anos de sua obra, no Museu da Ciência, na Cidade das Artes e da Ciência, uma obra monumental em Valência.
  • Minha filha, que é programadora, criou este blog pra mim. Estou obcecada, escrevendo todos os dias!
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