Eu, Mariza

Eu, Mariza .

Jornalista. Revisora de livros. Poeta. Mãe. Amante de gatos. Batuqueira de maracatu. Viciada em filmes e livros. Acredito na humanidade, apesar dos pesares.

Tag: viagens

Mímica e app de tradução

A sogra de minha filha virou minha amiga, apesar da barreira quase intransponível da língua: ela só fala sueco. Eu me viro bem no espanhol (ou portunhol, como queiram) e um tantinho no inglês, mas não o suficiente para manter uma conversação.

Eu a tinha visto apenas em duas ocasiões: quando passei férias em Estocolmo, em 2012, fizemos uma visita rápida à casa dela; e em 2015 jantamos em um restaurante. Nas duas ocasiões minha filha traduziu todas as falas. Mas agora ficamos juntas por mais de 30 dias, em Valência, e traduzir o tempo todo se tornaria exaustivo para minha filha. Tentei solucionar o problema apelando para o modo de conversação do Google Tradutor. O app funcionou em parte. Às vezes, uma de nós dizia uma frase e só uma parte era traduzida. Outras vezes, com bastante frequência, a tradução estava completamente errada, de forma incrivelmente ridícula. A gente começava a rir e o aplicativo simplesmente transcrevia a risada e a repetia em voz alta: "HA HA HA". Aí a gente ria ainda mais, e o app enlouquecia, repetindo "HA HA HA HA HA HA" centenas de vezes. Resultado: nem nós nem o robô conseguíamos parar de rir. Por causa disso desistimos do tradutor e passamos a nos comunicar pelo velho e universal método da mímica, com longos silêncios e muitos brindes na piscina, durante outubro, quando o calor estava beirando os 30 graus. Só durante as refeições, com a participação da minha filha e meu genro, havia tradução português-sueco-português.

Tentei convencê-la a estudar inglês, para ter o mínimo de chance de podermos trocar algumas palavras, e parece que ela está usando o Duolingo. Apesar de tudo, durante essa temporada tivemos muitos momento divertidos, principalmente quando o vinho ajudava a quebrar a barreira da linguagem, e é provável que a gente se encontre de novo para comemorar juntas nosso aniversário de 75 anos, em 2026.

eu e minha amiga sueca

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Semana 10 - Adeus Espanha

De 27 de outubro a 2 de novembro:

  • Última semana em Valência, hora de preparar a volta para o Recife: Fiz as unhas, as das mãos ficaram razoáveis mas não pude fazer as dos pés, que são encravadas e estão doendo.
    Pintei as sobrancelhas com uma tintura especial (amo meus cabelos brancos, mas as sobrancelhas precisam ser escuras para dar um contraste legal). Comprei presentes para as irmãs e irmão que ficaram zelando por meu carro, meu apartamento e minhas plantas. Eles são incrivelmente prestativos! Organizei os documentos e passaporte e comecei a arrumar a mala.
  • Assistimos o último episódio de “Murders in the Building”. Pena que não tem no Netflix, porque já foi anunciada a sexta temporada, com episódios filmados em Londres.
  • Também assistimos episódios super divertidos de “Seinfeld”. A série é muito antiga, mas continua sendo um ótimo passatempo.
  • Ganhei da minha filha dois cadernos de colorir e caixa de lápis com 36 cores. Os desenhos são incrivelmente detalhados, acho que só termino lá pra 2027 ou 2028...
  • Almocei com minha filha no “Habitual” um menu de degustação. O restaurante tem estrelas Michelin e Repsol. Fica no Mercado Collon, que era um mercado público e foi transformado em centro gastronômico. Depois encontramos uma prima e tios da minha filha, numa vermuteria muito simpática no bairro de Ruzafa.
  • Na sexta-feira de noite os parentes foram comer paella de frutos do mar, feita por minha filha, e conhecer a casa dela em La Canyada. Ela se garante, cozinha muito bem. Tomamos vermute e bastante vinho.
  • No sábado passamos o dia com os parentes, nos despedindo do centro histórico, terminando a noite em frente à Torre de Serranos (foto), uma das antigas portas de entrada da cidade. Foi muito divertido.
  • Eu e minha filha fomos de trem para Madri, porque meu voo para o Recife saiu de lá. Chegamos no domingo, perto do meio-dia. Visitamos o mercado central (amo mercados) e o jardim do palácio real, comemos pintchos e croquetas na Plaza de Espanha e jantamos em um restaurante vietnamita. Depois dormimos no hotel Ópera. Eu embarquei às 10h40 (horário local) e ela voltou de trem para Valência.

passeio de despedida, terminando em frente a Torre de Serranos

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Semana 9 - Livro, comida e jogos

De 20 a 26 de outubro:

  • A sogra de minha filha, voltou para Estocolmo. Eu e Piret ficamos amigas, apesar da barreira da língua: ela só fala sueco e o app de tradução não ajudou; tivemos de apelar para a mímica e o vinho , o que rendeu muitas risadas (foto). Nos despedimos no aeroporto de Valência às 3h30 da madrugada!
  • Preparei salada incluindo sementes de romã, que colhemos em Alborache. Ficou exótica e refrescante, mas não agradou todo mundo.
  • Comecei a ler “O Dossiê Pelicano”, de John Grisham, escrito em 1992, sobre a investigação do assassinato de juízes da corte suprema americana, odiados por extremistas de direita (parece o atual cenário brasileiro, né...)
  • Encontrei um livro de Anton Tchekov em uma “biblioteca” de rua do bairro, em La Canyada, “Del amor y otros relatos” e comecei a ler de imediato. Tchekov é um mestre das narrativas curtas, e eu quero ler mais contos e poesias.
  • Minha filha incluiu no kindle vários livros de autores modernos, a meu pedido. Preciso atualizar meus conhecimentos de literatura.
  • Todo mundo ficou resfriado, com a mudança de temperatura. Tá frio pra caramba!
  • Tentamos muito, mas não conseguimos ver o cometa Lemmon. Agora só daqui a 1300 anos!
  • Mesmo tendo de pagar pra despachar, comprei uma mala de 23kg, linda e resistente, perfeita para viagens longas e de inverno (roupas de frio ocupam mais espaço). Manterei minha mala de 10kg para as viagens curtas.
  • Começamos a assistir a quinta temporada de “Only murders in the building”, com Selena Gomez, Steve Martin e Martim Short. Legendas em inglês para favorecer meu aprendizado.
  • Conclui dois poemas dedicados a meus netos cachorros, Luna e Astro.
  • Comemos Korma, comida indiana no jantar do sábado, e Kagianas, comida grega no café da manhã do domingo, preparadas pela minha talentosa filha, que ama a cozinha internacional.
  • Com chuva e frio, terminamos a semana com o jogo de tabuleiro, Cluedo, e novamente os de 3D, Synth Rider e Ragnarock.

Eu e Piret, alegrinhas de vinho, em passeio às margens do Rio Tibre

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Ciao Roma - Arivederci Roma

Depois de tanto desejar, finalmente pude conhecer Roma. Não deu para ir a outras cidades ou regiões da Itália, mas os quatro dias que passamos lá foram bastante intensos e deu pra aproveitar bastante. Não vou falar aqui do poder nem da grandeza imperial, presente nas ruínas arquitetônicas em toda parte, em especial no Coliseu, no Arco de Constantino, no Fórum Romano, nas Termas, no Panteon e em outras áreas, sempre lotadas de turistas.

Quero apenas deixar minhas impressões e dar algumas dicas a quem for para aquelas bandas. A primeira é que o enorme aeroporto fica bem longe, em Fiumicino, e a melhor opção é pegar o trem Leonardo Express até a estação Termini. Se precisar guardar as malas pode escolher um locker, tem vários na cidade e são bastante seguros. Passear pela Avenida dos Imperadores é empolgante, tem estátuas dos ditos cujos, mas prepare-se para disputar espaço com a multidão na Fontana de Trevi: eu só consegui fazer uma selfie que mal dá pra ver um pedacinho da fonte.

No primeiro dia almoçamos pizza romana. A característica é a massa bem fina e apesar do tamanho, que equivale a pizza média brasileira, os pratos são individuais. Éramos um grupo de quatro pessoas, mas para compartilhar a refeição tínhamos de pedir ao menos três pratos.

Ninguém pode deixar de ir ao Trastevere, para almoçar, jantar ou apenas tomar uns drinques e passear nas ruas pitorescas de lá. O bairro é uma eterna festa, sempre com muita gente. Mas para jantar é preciso fazer reserva, ou nada feito. A comida é simplesmente fantástica, seja qual for a massa (pasta) que se peça, e as porções são generosas. Experimentamos quatro das massas principais: carbonara, amatriciana (bastante molho de tomate), cacio e pepe (queijo e pimenta) e gricia (contém bochecha de porco). As entradas e sobremesas são maravilhosas e não pode faltar um vinho italiano.

Um passeio com paisagens lindas, para fazer ao sol, é percorrendo as margens do rio Tibre (foto). Fizemos a caminhada depois de conhecer a “Boca da Verdade” (Bocca della Veritá), uma antiga máscara de mármore de 1,75m, colocada na parede da Igreja de Santa Maria em Comedin, construída em 1632, sobre as ruínas do Templo de Hércules. Não se sabe para que servia a tal boca (foto), mas a lenda urbana é que ela morde a mão de quem mente. As pessoas formam filas enormes para serem fotografadas com a mão na boca...

Não se pode deixar de provar a “pizza al taglio” (fatia), uma delícia com status de comida de rua; os sorvetes (gelato), o tiramissu de sobremesa, e os fantásticos sanduíches (panini) do Pane e Salame, perto da Fontana de Trevi, com ótimos preços, que substituem um almoço. Roma deixou saudades.

passeio pelas margens do rio Tibre Boca da verdade

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Semana 7 - Especial Roma

De 11 a 14 de outubro (resumo de viagem)

  • PRIMEIRO DIA, sábado: Chegada no aeroporto Fiumicino, às 8h10. Tomamos o trem Leonardo Express para o centro, deixamos as malas num locker e começamos a bater perna. Almoçamos perto da Fontana de Trevi (pizza e vinho). Resgatamos as malas e fomos para nossa hospedagem, em um bairro simpático, bem distante, quando descobrimos que a estação do metrô, pertinho de casa, estava em reforma. Por isso, pra qualquer lugar tínhamos de pegar dois ônibus. Jantamos no restaurante Rione13, no Trastevere, bairro sempre em festa. Comida deliciosa (massas e vinho, é claro).

  • SEGUNDO DIA, domingo: Café da manhã em cafeteria local (amei o capuccino, com bastante creme de nata). Tomamos o ônibus MC3 e depois o 51Express até a “Boca da Verdade”, onde evitamos a fila gigantesca para fazer foto, porque não vale a pena. Passeamos à margem do rio Tibre, com paisagens lindas (foto) e almoçamos na Osteria Cacio e Pepe, no Trastevere, onde dois Cuba Libre muito fortes me deixaram bem “alegrinha”. O passeio nos levou ao Bacco, um bar de vinhos, onde fomos atendidos por um garçom iraniano muito simpático. Pertinho comemos pizza “al taglio” (em fatias). Caminhamos por ruas lindas; jantamos e fomos até a Piazza Navona, antes de voltar pra casa.

  • TERCEIRO DIA, segunda-feira: Café da manhã com sanduíches ótimos, numa cafeteria do bairro. O metrô voltou a funcionar. Visitamos o Coliseu de manhã (foto). Almoçamos pizza, bebendo Aperol, Coca e Vinho e pedimos tiramissu de sobremesa. De tarde visitamos o Fórum Romano. Tomamos sorvete, depois bebericamos em Monti, no bar de um hotel, ao pôr do sol, e em um bar de vinho muito bom. Voltamos ao hotel para jantar às 19h30 (se não reservar não encontra onde comer): massas e mais vinho.

  • QUARTO DIA, terça-feira (Adeus Roma): Café da manhã em outra cafeteria do bairro. Fomos de metrô para o centro e deixamos as malas num locker. Visitamos o Panteon, que surpreende por ser pequeno quando tudo mais é grandioso e pelo ótimo estado de conservação. Vimos a bela Galeria Alberto Sordi, que remete ao cinema italiano. Almoçamos paninos no Pan e Salame e andamos até a Piazza Colonna, em ruas de lojas de griffe. Bebericamos em um bar, observando filas enormes de adolescentes e idosos na gelateria vizinha. Resgatamos as malas, comemos pizza al taglio, e fomos pegar o metrô. Sufoco pra entrar e pra sair, fomos separados pela multidão: minha filha e genro, que estavam com as malas, não conseguiram embarcar e nos encontramos três paradas depois. Finalmente chegamos na estação central, onde pegamos o trem Leonardo Express para o aeroporto. Nosso voo saiu às 21h35 e era quase meia noite quando chegamos em casa, em Valência.

Passeio às margens do Rio Tibre Dentro do Coliseu, tendo ao fundo parte da arena coberta

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Comida para ficar na memória

“Comida para guardar na memória”. Assim os chefs Javier Vega, Alex Duran e Blanca Martinez, do restaurante Memória Gustativa, apresentam o menu da casa. E eu sou testemunha de que eles cumprem o que prometem.

Uma das comemorações do aniversário de 41 anos de minha filha foi almoço no Memória Gustativa. O restaurante é pequeno, com poucas mesas e decoração com uns toques vintage. O ótimo atendimento e a comida criativa são as marcas registradas da casa, localizada na Rua Conde de Altea, 43, próximo ao centro histórico de Valência.

Estávamos em quatro pessoas (eu, minha filha, o marido e a sogra dela) e escolhemos o “menu degustación” de 11 pratos, que acompanhamos com duas garrafas de vinho tinto. O cardápio valoriza a cozinha mediterrânea e usa ingredientes comuns, como grão de bico, abobrinha, cebola, atum em lata, batata e outros, resultando em pratos elaborados, incrivelmente criativos. Esse tipo de cozinha, que moderniza os sabores e dá uma apresentação diferente a ingredientes tradicionais vem sendo adotada por muitos chefs, mas no caso do Memória Gustativa já lhe valeu indicações aos guias Michelin (The Fork Awards) e Repsol.

Um dos pratos mais interessantes para mim, servido no meio da refeição, tem aparência de sobremesa e passa por um pudim de leite com calda de caramelo, mas trata-se de um preparado de batata e ovo, com calda de cebola caramelizada. O chef Javier propôs que adivinhássemos os ingredientes, e eu consegui identificar a cebola, mais nada. Mas a brincadeira deixou o ambiente ainda mais descontraído. Recomendo a todos que tenham a oportunidade de ir a Valência, que não deixem de conhecer o Memória Gustativa.

prato que lembra pudim de leite

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No centro da galáxia

Milhares de estrelas sobre nossas cabeças, em qualquer direção para onde se olhe. A sensação de amplidão é indescritível e mesmo para mim, que não consigo reconhecer nenhuma constelação, é realmente magnífico.

Subimos a 1.300 metros de altura, em 22 de setembro, mesmo dia em que foi anunciado o início do outono na Espanha e as temperaturas começaram a cair. No cume de Aras de los Olmos, aproveitando que havia poucas nuvens, numa noite sem lua, eu, minha filha, o marido e a sogra dela, enfrentamos um frio de 10 graus para poder observar nossa galáxia, munidos de uma câmara fotográfica, operada por minha filha, sanduíches e uma garrafa de café.

Aras de los Olmos, na comunidade valenciana, é uma região que por estar bastante distante das cidades tem pouca contaminação de luz elétrica; o céu limpo e escuro torna o lugar um dos mais propícios do mundo para a observação estelar. Por isso mesmo lá estão localizados vários observatórios astronômicos, incluindo o da Universidade de Valência, planetários e outros equipamentos que atraem estudiosos da astronomia, além de muita gente que, assim como nós, gosta de apreciar as estrelas e constelações, favorecendo o astroturismo.

Céu estrelado em Aras de los Olmos

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Mercado de la Imprenta

Um lugar super charmoso, situado a cinco minutos a pé do centro histórico de Valência, porém fora do circuitão turístico, é o Mercado de la Imprenta, que já foi um complexo de gráfica e editora e hoje é um espaço gastronômico, cultural e social, frequentado principalmente pelos moradores locais.

O mercado fica na simpática Vila Imprenta (Vila Imprensa), de bela arquitetura, nas proximidades da Praça de Espanha. O complexo familiar de gráfica e editora foi criado em 1908 pelo industrial das artes gráficas José Vila. Alguns equipamentos originais de impressão ainda podem ser vistos na entrada do grande salão, decorado com enormes placas restauradas que nomeavam as sessões de publicação, uma grande árvore no centro do espaço e mais de 20 quiosques, nos quais se podem degustar gostosuras valencianas e de outras regiões, além de vinhos, drinques e cervejas.

área central do mercado de la imprenta Estivemos lá algumas vezes, principalmente para tomar vermute e comer tapas.

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Eu vi o gênio Da Vinci

Os 25 anos da construção do Museu das Ciências, na monumental Cidade das Artes e das Ciências, em Valência, estão sendo comemorados até dezembro com a exposição imersiva “Leonardo da Vinci: 500 anos de gênio”.

Milhares de visitantes têm acesso às obras, muitas das quais podem ser tocadas. A mostra reúne 50 máquinas em grande escala, criadas a partir dos seus desenhos; as páginas originais do Código Leicéster, escritas da direita para a esquerda, detalhando ideias sobre medicina, engenharia, aviação, geologia, astronomia e outros temas; uma réplica de 360 graus da Mona Lisa, com análises de diversos estudiosos; e uma experiência sensorial de som e imagens em movimento, que remete à Florença, Veneza e Milão renascentistas.

Impressionam as diversas facetas do italiano, desde a criação ou melhoria de armamentos (muitos dos quais serviram de inspiração à peças modernas de artilharia, como os tanques de guerra); estudos minuciosos da anatomia humana; inventos que deram origem a equipamentos usados na atualidade, como o escafandro, a prancha de surf, as asas delta e outros; além das pinturas, com destaque para a Mona Lisa.

Os visitantes podem participar de brincadeiras, posando para seu próprio retrato de Mona Lisa (foto); medir as dimensões corporais, a exemplo de O Homem Vitruviano (o estudo das proporções corporais perfeitas); ou fazer uma classe de pintura.

Mariza posando de Mona na mostra sobre Leonardo da Vinci

Além desta, também é possível visitar as mostras permanentes do Museu das Ciências, com estudos sobre a Lua e o planeta Marte.

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A Capela Sistina de Valência

Não me ligo em religião mas gosto da arquitetura das igrejas católicas, que só frequento em cerimônias de casamento, cada vez mais raras no meu ambiente. Mas há alguns dias visitei a igreja/museu dedicada a São Nicolau de Bari e São Pedro Mártir, conhecida como a Capela Sistina de Valência, com mais de 700 anos de história.

Três espetáculos simultâneos estavam sendo realizados lá: uma exposição interativa sobre a história do edifício e seu entorno, desde os tempos de Roma; uma interpretação audiovisual dos símbolos que caracterizam a figura de São Nicolau; e uma projeção de luz e som, “Homenagem à beleza”, que usa a tecnologia para exaltar a ornamentação barroca da igreja.

A Capela Sistina de Valência, localizada no bairro El Carmem, no centro histórico, tem belos afrescos pintados em sua nave central, dedicados à memória dos dois apóstolos, e lindas cenas e imagens nos altares laterais. A visita é tranquila, nada do sufoco de disputar espaço com milhões de turistas, como acontece na Capela Sistina do Vaticano.

Igreja de São Nicolau, a Capela Sistina de Valência

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Morella tem bonecos gigantes

Muito bom conhecer Morella, uma vila medieval histórica no norte de Castellón, região de Valência. Difícil é encontrar uma cidade que não seja medieval por aqui! Todas reúnem história e belezas naturais em altas dosagens e com Morella não é diferente: tem castelo imponente no alto de um penhasco, muralhas centenárias ao redor da vila, um aqueduto do século XIV, e um centro histórico muito bem conservado, com igrejas góticas, pórticos e portais, casas no estilo solar com flores na sacada, ruas estreitas, muita escadaria, excelente gastronomia e muitos outros atrativos.

A região foi lar de dinossauros, presentes no ideário local ilustrando brinquedos, panos de prato, chaveiros, louça e toda sorte de objetos lúdicos ou decorativos. Estudos científicos patrocinados por universidades são destaque no Museu do Dinossauro. Além de todos os atrativos arquitetônicos e naturais, Morella também tem uma fantástica produção de queijos artesanais: compramos uns curados com trufa negra, maravilhosos.

Tivemos a sorte de encontrar a cidade em clima de festa, preparada para um festival que acontece a cada seis anos, em honra da Virgem de Vallivana, quando ocorrem muitas apresentações musicais e teatrais, além das famosas carreiras de bois. Enquanto passeávamos pelas ruas nos deparamos com um desfile de bonecos gigantes, acompanhados por uma bandinha (é, na Espanha também tem bonecos gigantes, não é só em Olinda que tem).

desfile de bonecos gigantes

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Mora e Mora

Com tanto pra ver e fazer, acabei retardando os posts sobre lugares que vi em agosto, quando iniciei minha viagem atual. Um deles é sobre a visita às lindas cidades-irmãs, Mora de Rubielos e Rubielos de Mora, localizadas na região de Teruel, há apenas 10 quilômetros uma da outra e há mais de mil metros acima do nível do mar. O território foi disputado por cristãos e muçulmanos, sendo reconquistado na Idade Média pelo rei cristão Alfonso II , o Casto. A família Heredia tornou-se a administradora do lugar no século XII, sendo responsável, entre outras coisas, pela construção da bela igreja em estilo gótico e do castelo, em Mora de Rubielos.

com minha filha em frente a igreja gótica

Visitamos o castelo, passeamos pelas ruas debaixo de um sol de 38 graus, e encontramos um ótimo lugar para almoçar o “menu del dia”, que incluiu aspargos verdes frescos (que eu amo e nunca encontro no Recife), vieiras, batatas, uma garrafa de vinho, pão, azeitonas e água. Tudo delicioso. Custou 20 euros por pessoa, o que é um preço muito bom na Europa. Também na vizinha Rubielos de Mora se encontra beleza, com seus portais, muros de pedra e inúmeras ermidas. Vale a pena visitar.

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Resumão de Agosto

Às vezes esquecemos detalhes dos acontecimentos porque não temos nenhum registro que nos faça lembrar. Podem ser acontecimentos simples, sem relevância suficiente para merecer um post, mas que de alguma forma enriquecem a vida da gente. Por isso, resolvi listar o que me acontece a cada semana, atualizando na segunda-feira. Pra começar faço um resumão das coisas de Agosto, a partir da minha chegada em Valência, no dia 11.

  • Sai do Recife no dia 10, em voo da Azul. Gostei da organização do embarque mas detestei a comida. Tinha muita gente bonita no voo, homens e mulheres.
  • Cheguei em Madri às 8h10. Depois da imensa fila da imigração encontrei minha filha e meu genro e fomos de carro almoçar em Cuenca, que fica a 200km de Valência, onde eles moram.
  • Conhecemos duas cidades medievais vizinhas, lindas: Mora de Rubielos e Rubielos de Mora, em Teruel. Na primeira visitamos o castelo e almoçamos o “menu del dia”. Tava um calor de 38 graus!
  • Visitamos a cidade medieval de Morella, em Castellón, muito linda, onde tivemos a sorte de encontrar um festival, que só acontece a cada seis anos. Tinha bonecos gigantes e bandinha de música desfilando. Compramos uns queijos curados com trufas negras, fantásticos.
  • Assistimos na TV “Nonnas”, um filme baseado em fatos reais, onde avós italianas cozinham pratos de dar água na boca.
  • Assistimos “Sing Stret”, sobre jovens de um lugar sem perspectivas, que formam uma banda.
  • Fomos ao bairro de Patraix, onde conheci o “Almuerzo Valenciano”, um sanduichão que substitui o café da manhã e o almoço.
  • Visitamos o "Mercado de la Imprenta", também no bairro de Patraix, onde funcionou uma impressora criada por José Vila em 1908, que agora é um mercado gastronômico.
  • Comi macarrão feito na máquina maravilhosa que minha filha e meu genro compraram, que faz vários tipos de massa: espaguete, cabelo de anjo, lasanha, tagliatelli e outros.
  • Caminhamos quase todos os dias com os cachorros, de manhã e de tarde, pela floresta.
  • Experimentei vários pratos veganos: molho à bolonhesa, galinha falsa (igualzinha) e hamburguer, tudo feito de soja, além de hamburguer de proteína de ervilha, de seitan, de brócolis, etc.
  • Também comi vários pratos com cogumelos frescos, de tipos variados, que não se encontram no Recife. Uma delícia a pizza.
  • Voltei a ler no kindle, embora prefira os livros impressos, mas é mais prático quando a gente viaja. Estou lendo “Beware the past”. Meu inglês é fajuto mas dá pra entender todo o contexto.
  • Estou estudando inglês diariamente pelo Duolingo. Minha meta é poder ver filmes no idioma original, sem legendas.
  • Assistimos muitos episódios da série espanhola "First Dates", em que casais tentam encontrar o amor.
  • Vi vários episódios da série "Chef’s Table", sobre grandes chefs do mundo. Um deles é o brasileiro Alex Atala.
  • Assistimos uma série muito boa de crime e suspense: "Dept. Q"
  • Visitamos a Igreja de São Nicolau e São Pedro Mártir, conhecida como Capela Sistina de Valência, onde havia um espetáculo de luz e som.
  • Cozinhamos geleia de figo, com açúcar e com adoçante, com os figos colhidos no quintal da casa.
  • Apesar do calor, resolvemos comer raclete no jardim de casa, olhando as estrelas.
  • Fiquei de porre dividindo três garrafas de vinho e mais de meia garrafa de Bailey’s.
  • Podei uma parte das plantas do jardim de casa.
  • Eu vi o gênio Leonardo da Vinci na fantástica exposição dos 500 anos de sua obra, no Museu da Ciência, na Cidade das Artes e da Ciência, uma obra monumental em Valência.
  • Minha filha, que é programadora, criou este blog pra mim. Estou obcecada, escrevendo todos os dias!
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Como é bom viajar

Como é bom conhecer lugares diferentes, experimentar outros costumes, ver paisagens deslumbrantes, provar outra gastronomia, desligar dos problemas mesquinhos (ou apenas adiá-los).

Sempre aproveitei as oportunidades que se apresentaram de conhecer o mundo, e me arrependo de não ter me esforçado para ampliá-las, mas pude perambular por Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Assunção (Paraguai), Santiago, Viña del Mar, Val Paraiso, praia de Cachaua e montanhas de Valle Nevado (Chile), Paris e várias cidades do vale do Loire, visitando castelos (França), Lisboa, Sintra, Coimbra, Porto, Pontes de Lima, Tomar, Guimarães, Torres Novas, Mação e o Cabo da Roca (Portugal), Estocolmo (Suécia), Tallin (Estônia) e praticamente todos os estados brasileiros. Agora estou em Valência, na Espanha, pela quarta vez, com minha filha e meu genro, e logo irei a Itália, conhecer Roma.

A Espanha é bem grande, tem regiões diversificadas, com cidades que unem história e modernidade, “pueblos” medievais fascinantes, muitas praias, montanhas e até estações de esqui na época mais fria. Nas minhas andanças estive em cidades das Astúrias, da Galícia e da Catalunha, mas a atual onda de calor atrapalhou a vontade de ir até Andaluzia; fica pra outra vez. Da Espanha já conheci as cidades de Madri, Barcelona, Valência, Salamanca, Toledo, Segóvia, Ourense, Cangas, Santiago de Compostela (foto), Óbidos, Ávila, Serra de Gredos e outras. Uma das experiências mais marcantes foi acampar nas montanhas, onde conhecemos lugares lindos, como Bulnes, onde se chega de funicular, e Potes, a 1800 metros de altura, em Picos de Europa(foto).

na Galícia, em 2017

curtindo na Galícia

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Cuenca

Cheguei no dia 11 de agosto em Madri, viajando pela primeira vez em voo da Azul, que recentemente incluiu duas rotas saindo do Recife: para Madri, na Espanha, e para Porto, em Portugal. Antes a melhor opção era viajar de Recife para Lisboa pela TAP, e de lá pegar outro voo, sendo mais cômodo ir direto para Valência, porque o aeroporto de lá está a apenas 15 minutos, da casa da minha filha. Mas essa opção se torna bem mais cara!

Assim, desembarquei em Madri às 8h10 e depois de passar por uma fila gigantesca de imigração seguimos de carro para Cuenca, uma cidade medieval da comunidade de Castilla-La Mancha, originalmente fundada pelos árabes no século XIII e declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1996. Situada há mais de 900 metros acima do nível do mar e com temperatura média de 37 graus no verão (podendo chegar a 41), a principal característica de Cuenca é ter um conjunto de três casas “colgadas” (penduradas, foto), sobre a foz do rio Huécar, em duas das quais funciona o Museu de Arte Abstrata . Também se pode visitar um castelo, muitos outros museus, ruas charmosas, bares e restaurantes. Almoçamos , passeamos e depois seguimos para Valência, a 200 quilômetros de distância.

casas penduradas sobre penhascos em Cuenca, na Espanha

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